Estamos no mês de prevenção ao suicídio e é comum vermos por aí diversas campanhas falando sobre a importância da saúde mental.
Todos os dias os profissionais da comunicação são bombardeados com milhares de informações. Estar na retaguarda dos acontecimentos e ter o papel de comunicar a sociedade sobre os fatos pode gerar problemas como estresse e ansiedade.
Trabalhar em uma agência de comunicação é prestar serviço para os mais diversos segmentos. Ou seja, é entregar trabalhos que irão conversar com diversos públicos. É indiscutível que jornalistas, publicitários e profissionais de marketing tenham acesso a todo tipo de notícia.
OS IMPACTOS DO HOME OFFICE
No último ano, com a chegada do coronavírus e os impactos causados pela doença, profissionais de todas as áreas tiveram suas vidas afetadas, uns mais que outros, mas todos tiveram que se adaptar às novas condições impostas. Vimos os escritórios e redações ficarem vazios e o home office foi uma das principais mudanças no mercado.
Um estudo realizado pela plataforma de freelancers “Workana” avaliou os impactos do home office na saúde mental dos trabalhadores. A pesquisa, feita com 2.810 profissionais das Américas (Sul, Norte e Central) e Europa, mostra que 43,7% dos participantes declararam sofrer algum impacto psicológico ao trabalhar em casa.
Em outro estudo realizado com 106 jornalistas de 125 países pelo International Center for Journalists (ICFJ), em parceria com o Center for Digital Journalism da Columbia University, mostra um um cenário preocupante para saúde mental desses profissionais durante o período pandêmico. Cerca de 82% dos entrevistados relataram terem tido ao menos uma reação emocional negativa na pandemia.
Já a Federação Internacional dos Jornalistas relata que mais de 59% dos profissionais sofreram com o aumento da ansiedade e estresse no trabalho, ainda no início de 2020.
Dentro do universo das agências, uma pesquisa publicada no Meio & Mensagem, feita pelo publicitário e pesquisador Lucas Schuch, com 435 profissionais de agências de todo o Brasil, mostra que 65% dos publicitários dizem se sentir menos saudáveis mentalmente. Já entre o número geral de entrevistados, 33% dizem ter a impressão de que suas agências se preocupam com sua situação pessoal; 56% relatam que as agências estão mais preocupadas com os clientes do que com seus funcionários, e 40% acredita que a preocupação é equilibrada.
A BOA GESTÃO DA COMUNICAÇÃO
Além de toda mudança causada pelo coronavírus, os profissionais da comunicação lidam com as mais diversas situações diariamente, sejam elas boas ou ruins.
Como gestora de uma agência de comunicação e marketing há quase 20 anos, acompanho de perto as exigências e demandas do mercado, além disso faço questão de me inteirar em todas elas para poder fortalecer o trabalho dos meus funcionários e também, compreender melhor os meus clientes.
E sim, com a pandemia as demandas de trabalho aumentaram e nós, por segurança, precisamos aderir ao estilo home office. Além disso, a crise econômica e sanitária afetou muitos dos nossos parceiros e clientes, nos exigindo empatia. Foi um desafio que encaramos juntos.
Durante o trabalho remoto, fortalecemos nosso diálogo em equipe e criamos dinâmicas para nos manter próximos, mesmo com a distância. As reuniões semanais se tornaram o lugar ideal para falarmos sobre os nossos sentimentos e aflições relacionadas ao trabalho, como também celebrar nossas conquistas profissionais. Não posso esquecer de mencionar que até happy hour online tivemos.
Hoje, com 100% dos funcionários vacinados, ao menos com a primeira dose, estamos retomando ao escritório aos poucos e pensando em dinâmicas presenciais.
Para nós, o trabalho, apesar de sério, não deve ser um fardo, nem se tornar o motivo do desgaste emocional de alguém.
Por fim, na Revolução Comunicação e Marketing priorizamos o bem-estar de cada um. Nós fazemos parte da porcentagem que se preocupa com cada um da sua equipe, pois quando a saúde mental não vai bem, nada mais vai, nem mesmo o trabalho.
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Por Areta Alonso – Diretora de Marketing da Revolução MKT